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Audi lança edição limitada Audi TT RS White no Brasil


Apenas 15 unidades do modelo estarão disponíveis no mercado nacional.

Modelo custa R$ 216.270 e se destaca pelo contraste de preto e branco.

A Audi lança no Brasil a versão especial “White” do Audi TT RS. Segundo a fabricante alemã, serão vendidas apenas 15 unidades no mercado brasileiro. O que diferencia a série limitada é o contraste das cores branca, da carroceria, e preta , presente nos detalhes de acabamento. O design também brinca com tons brilhantes e foscos.
Audi TT RS White
Audi TT RS White se destaca pelo contraste das cores

Assim, o TT White ganha nova grade dianteira, cobertura dos retrovisores e aerofólio traseiro - maior nesta versão -, além de rodas de liga leve aro 18’’ na cor preta e para-choque frontal esportivo pintado de branco. O modelo chega neste mês às lojas por R$ 216.270.

Audi TT RS White
Audi TT RS White ganha roda preta de 18'' e nova cobertura para retrovisores

O modelo é equipado com motor 2.0 Turbocharged de quatro cilindros com sistema de injeção direta. A potência é de 200 cv. A aceleração de zero a 100 km/h é feita em 6,4 segundos. De acordo com a Audi, o TT White atinge a velocidade máxima de 240 km/h com torque de 28,5 kgfm, disponível entre 1.800 e 5.000 rpm.

Audi TT RS White
Audi TT RS White tem aerofólio preto para o contraste com a carroceria branca

Audi do Futuro

Audi e as relações com o tempo

O conceito Audi Axiom foi criado por Amar Vaya para o seu projeto de conclusão de curso na Universidade de Coventry no Reino Unido. Amar uniu o estilo e linguagem de design da marca alemã para criar um esportivo de 2-lugares, que tem como lançamento teórico o ano de 2015.

Ele explica que “[...]O Axiom é um estudo em proporções balanceadas, com uma tensão superficial e emoção artística para a marca Audi.”

O conceito de beleza foi explorado seguindo duas direções: a tradição da Audi e as relações com o tempo: história, sabedoria, conhecimento e legado. O Design do Axiom mostra vários estilos próprios dos veículos da Audi, como faróis com LED, linhas de fluxo fortes, teto em forma de arco, e as recentemente introduzidas bordas afiadas. Tudo isso foi envolvido e combinado, dando ao carro uma aparência distinta e única.

Audi R8 V10 ganha série GT

Superesportivo fica 100 kg mais leve e 40 cavalos mais potente.

Limitado a 333 unidades, versão está à venda na Europa por R$ 444 mil.


A Audi divulgou nesta segunda-feira (3) o lançamento da série GT do superesportivo R8 V10. A versão apimentada do modelo teve o peso reduzido em 100 kg, para 1.525 kg, e a potência do motor 5.2 V10 elevada de 520 cavalos para 560 cv e 55 kgfm de torque.

Audi R8 V10 GT
Audi R8 V10 GT

Com os números, o R8 GT acelera de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos e chega a 320 km/h, ante os 3,9 segundos necessários do cupê esportivo convencional que tem a velocidade máxima limitada a 316 km/h.

Audi R8 V10 GT
Audi R8 V10 GT

Visualmente, a série especial se diferencia pelo novo aerofólio traseiro, asas no para-choque dianteiro, extrator de ar traseiro e espelhos retrovisores de fibra de carbono com repetidores de seta. Na cabine, o painel de instrumentos recebeu fundo branco e traz o emblema da versão.

Audi R8 V10 GT
Audi R8 V10 GT

Limitado a 333 unidades, o R8 GT tem na manopla do câmbio o número da unidade. Na Europa, o modelo custará 193 mil euros, o equivalente a quase R$ 444 mil (sem taxas de importação e impostos brasileiros).

Comparativo Entre BMW Z4 e Audi TTS (Auto Esporte)


Apesar da chuva recorde deste verão, estes dois esportivos mostram por que são os reis da estação


Guilber Hidaka
Sem tempo ruim, BMW Z4 e Audi TTS Roadster mostram por que são os reis do verão
Dá só uma olhada na cor do céu nestas páginas. É, e a gente com esse comparativo de roadsters para fazer... Mas não precisa reclamar com São Pedro. Esqueça o bronzeado, os cabelos despenteados, o rosto no vento e a sensação de liberdade. Ainda assim, esses carros são máquinas capazes de turbinar os batimentos cardíacos de qualquer um. De um lado, uma versão apimentada do Audi TT, com motor 2.0 turbo de 272 cv e tração integral Quattro. Na outra ponta, a novíssima geração do BMW Z4, que agora é dois em um (roadster de capota rígida que vira cupê), com motor 3.0 biturbo de 306 cv e tração traseira. Pensando bem, pode cair o mundo!

OK, confesso que cheguei a achar que o teste iria por água abaixo – literalmente. Chegava a ser triste ver os sem-teto que chegaram para brilhar no verão 2010 com as capotas fechadas, tomando chuva. Imagine ganhar um novo game do PlayStation e acabar a luz? Foi mais ou menos o que pensei ao chegar à pista com uma nuvem negra sobre nossas cabeças. Antes de mais nada, instrumentei o Audi e fui acelerar enquanto o asfalto estava seco. Acionei o controle de largada, soltei o freio e finquei o pé direito no assoalho: 0 a 100 km/h em 5,4 segundos! – mais de um segundo de vantagem para o S3 que testamos há dois meses. Com 1.455 kg na balança, tração integral permanente e câmbio de seis marchas com dupla embreagem, o TTS sai sem cantar os pneus e as trocas de marcha acontecem numa rapidez alucinante. O empurrão do turbo é brutal, mas também pudera: ele opera com até 1,2 bar de pressão, coisa de carro preparado.

Guilber Hidaka
Para aguentar o tranco, o bloco de alumínio ganhou paredes com melhor refrigeração, apoio inferior reforçado, cabeçote redesenhado e novos eixos de comando e pistões. Os cilindros também receberam camisas reforçadas e injetores específicos, com árvores de contrabalanço para eliminar vibrações. Por fim, a Audi modificou a estrutura do turbo, com a adoção de novos compostos no intercooler para melhorar a eficiência térmica, paletas maiores na turbina e um novo tipo de aço no escapamento.

Ainda sob ameaça de chuva, passei o para o Z4. As primeiras arrancadas não empolgaram: 5,6 segundos para chegar a 100 km/h. Não que seja lento, mas seria uma improvável derrota de um seis cilindros biturbo para um quatro cilindros turbo. E olha que o BMW também ganhou câmbio de dupla embreagem (DCT), com trocas tão rápidas quanto as do rival, e ainda uma marcha a mais, sete no total. A única explicação poderia vir do peso maior do carro (1.525 kg), gerado em parte pela capota rígida.

Guilber Hidaka
A maior diferença entre eles está na capota: a cobertura rígida faz o Z4 manter o charme mesmo fechado. No TT, o tecido destoa
Guilber Hidaka
Na pista, o Z4 deixou o TTS pra trás
Porém, me chamou atenção o fato de o Z4 não fritar os pneus na saída, mesmo com o controle de tração/estabilidade desligado. Mais umas tentativas e descobri o motivo. A BMW não havia avisado que o Z4 também tinha o controle de largada, e muito menos como acioná-lo. É preciso desligar o controle de estabilidade, passar o câmbio para o modo manual, pisar no freio e depois acelerar fundo. Pronto: uma bandeira de largada acende no painel, o conta-giros estabiliza em 4.000 rpm (no Audi fica em 3.200 giros) e eu solto o freio. Agora, sim. Os pneus cantam, a traseira dá uma leve chacoa-lhada e o Z4 fura os 100 km/h em 5,1 segundos! Vale dizer que todos os testes foram feitos com gasolina premium, de alta octanagem, recomendada pelos fabricantes.

Pelo motorzão que guarda sob o longo capô, o BMW não fez mais que a obrigação de andar na frente. Mesmo assim, o desempenho do TTS impressiona. Ele cruza os 400 metros em 13,7 s, a quase 167 km/h. O Z4 faz o mesmo em 13,4 s e acima dos 171 km/h. As retomadas também favoreceram ligeiramente o modelo mais forte, principalmente por conta de o pico de torque do BMW (40,8 kgfm) ser logo a 1.300 rpm e seguir assim até os 5 mil giros — os 35,7 kgfm do Audi vão de 2.500 a 5.000 rpm. Outro triunfo do Z4 veio na hora de parar. Ambos têm o pedal de freio com ótima sensibilidade, mas os discos maiores do BMW garantiram a vitória. Vindo a 80 km/h, ele estancou em 23,7 m, contra 24,5 m.

Diante desses resultados, temos um vencedor? Devagar, caro leitor. Deixando de lado a frieza dos números de teste, é o TTS que mais atiça a deitar o cabelo. Primeiro pela suspensão, sempre mais firme que a do BMW (há dois modos de atuação dos amortecedores, um normal e outro esportivo). E segundo pela direção, mais precisa e coerente com a situação. Leve em baixa velocidade e pesada nas curvas de pé embaixo, ela conta exatamente o que se passa sob os pneus.

Guilber Hidaka
Quase dá: motor 2.0 turbo de 272 cv andou próximo do 3.0 biturbo de 306 cv - mesmo com dois cilindros a menos
O Z4 tem o volante artificialmente pesado em qualquer velocidade, e não oferece a mesma clareza de informações para o motorista. Mas o que realmente prejudica uma condução mais agressiva é a suspensão macia, mesmo com o carro no modo mais esportivo (Sport +). Esse BMW troca fácil um track day por um passeio dominical. Resumindo: a dirigibilidade do Z4 ficou menos envolvente que a do antigo. E também que a do TTS. Se nas retas o BMW abre vantagem, num trecho de serra o motorista do Z4 vai tomar uma canseira para acompanhar o Audi.

Enquanto eu entrava na curva da pista de testes com o TTS agarrado ao chão (mérito também da tração Quattro, claro), no Z4 a carroceria inclinava e era preciso fazer leves correções ao volante – sem falar que em pouco tempo aparecia no painel a luz do controle de estabilidade. Outro ponto a favor do Audi são as borboletas na direção para trocas de marcha, com “+” na direita e “–” na esquerda. A BMW insiste em posicionar as reduções nos polegares – embora já tenha aderido ao “+” e “–” em alguns modelos, como o M3.

Guilber Hidaka
Cabine do BMW reflete a personalidade do carro. Tem mais luxo e equipamentos que a do rival, mas com menos espaço

Quando começaram a cair os primeiros pingos, TTS e Z4 fizeram mais um pega: qual capota fecha mais rápido? Deu Audi, com 12 segundos, contra 20 s. Mas o espetáculo fica por conta do BMW. O povo baba vendo a tampa do porta-malas abrir ao contrário e a parte de trás da capota (que inclui o vidro traseiro) avançar sobre o teto, para então ambas as partes mergulharem no porta-malas. Fora isso, o Z4 é belo com ou sem capota.
O TTS perde parte do encanto com o teto de tecido, que simplesmente se dobra para baixar. Ainda sobre as capotas: fechada, a do Audi deixa entrar mais barulho (de chuva principalmente), além de fazer alguns rangidos sobre asfalto irregular. No BMW, esses ruídos são mais discretos.

Aproveitando que falei em asfalto irregular, um aviso: os dois sofrem por aqui. Apesar de ter suspensão mais suave, o Z4 é prejudicado pelos pneus de perfil baixíssimo (225/35 R19 na dianteira e 225/30 R19 na traseira). O Audi vem com 245/45 R18 nas quatro rodas e, com entre-eixos mais curto, supera melhor as lombadas e valetas. Em ambos, cada buraco na pista provoca uma pancada que dói na alma. Na cidade, é um olho no velocímetro (para não tomar multas) e outro no chão (para desviar das incontáveis crateras).

O fim do texto se aproxima e ainda não comentei sobre andar sem capota. Pois bem, na volta do teste (e em alguns momentos na cidade) desfrutei de bons momentos ao ar livre. No Z4, o mais legal é o ronco grave do motor bem ali na sua orelha. No TTS, a vantagem aparece na cabine mais espaçosa. Qual o melhor? O Audi tem comportamento mais nervoso, e custa um pouco menos: R$ 299 mil. O Z4 sai por R$ 307 mil. Mas essa pequena diferença é compensada pelo motor mais forte e pela versatilidade de ser um roadster-cupê. Num dia de chuva, ninguém vai perceber que você saiu de conversível e teve que fechar a capota...



Guilber Hidaka

Audi S3



O Audi A3 é um daqueles carros que atingem a memória afetiva de quem viveu o auge da juventude no final dos anos 90 e começo da década atual. Sonho de consumo daquela época, o hatch, que passou a ser fabricado no Paraná em 1999, proporcionava o status de ter um Audi por um preço bem inferior ao dos modelos tradicionais da marca de Ingolstadt. A versão esportiva S3, que chegou em 2000, era o passo seguinte dos que tinham conseguido seu A3 e viviam com gasolina nas veias.
Se você é um desses – e mesmo que não se encaixe na descrição, basta ser um fã de bons esportivos para se interessar no que temos a dizer –, há uma boa e uma má notícia. Primeiro a boa: o S3 voltou. Melhor, maior, mais potente e instigante. A ruim: voltou por R$ 208.000.
Sem trocar de concessionária, por esse preço dá para levar um TT Coupé com o mesmo motor 2.0 turbo (R$ 199.750) – o do TT, porém, tem acerto para gerar 200 cv, enquanto o do S3 chega a 256 cv. Colocando um pouco a mais o felizardo leva um Subaru Impreza WRX STi (R$ 219.900), um BMW Z4 2.5 (R$ 217.000) ou um Mercedes-Benz SLK (R$ 210.676), os dois últimos menos esportivos, mas ainda sim bem interessantes. Ou seja: o S3 precisa despertar paixão no possível comprador, já que passa longe de ser uma compra racional.
Paixão consolidada e cheque assinado, hora de conhecer um pouco mais do endiabrado hatch alemão. O motor 2.0 TFSI (turbo com injeção direta de combustível) é o mesmo do TT e do TTS, mas a calibração e a pressão da turbina (1,2 bar) foram acertadas para desenvolver 256 cv a 6.000 rpm e 33,6 kgfm entre 2.500 rpm e 5.000 rpm. São 56 cv a mais que no TT “normal” e 16 cv a menos que no TTS. Como nestes modelos, o câmbio S tronic de dupla embreagem, que proporciona trocas de marcha sem interrupção na transmissão de força às rodas, é um show à parte.
Junto ao câmbio automatizado a Audi oferece a tração integral quattro e o sistema Launch Control (também presente no TTS), conjunto que leva o modelo de 0 a 100 km/h em 6s0. Nos testes realizados pela Revista CARRO no Campo de Provas da TRW em Limeira (SP), porém, o Audi não conseguiu ser tão rápido quanto anuncia a Audi: levou 7s5 para ir da imobilidade aos 100 km/h.
Mesmo assim, o S3 oferece um desempenho digno de seu preço tanto em aceleração quanto em estabilidade e mostrou que venceria tranquilamente um Z4 2.5 de 204 cv ou um SLK 1.8 com compressor mecânico de 184 cv. O duelo com o Subaru Impreza STi e seus 310 cv, porém, seria interessantíssimo.
Andando tranquilamente, a Audi afirma que o S3 roda bons 15 km/l na estrada e 8,4 km/l na cidade graças à tecnologia de seu motor, o primeiro do mundo a unir turbo e injeção direta. Na avaliação, contudo, ele marcou 6,2 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada, fechando a média em 7,6 km/l.
Hatch para o dia a dia, esportivo no fim de semana
Perto dos concorrentes diretos (inclua às máquinas supracitadas o ótimo BMW 130i, que traz 265 cv por R$ 209.900, um preço igualmente salgado), o S3 tem uma grande vantagem: é macio para um esportivo e discreto (não no amarelo das fotos, é claro) para cumprir os compromissos da semana e nervoso até mesmo para se divertir num “track day” aos sábados e domingos, já que a suspensão traz molas e amortecedores mais rígidos que os do A3 e altura 25 mm inferior. Um sistema de cronometragem no computador de bordo também indica que o modelo está apto a fazer bonito nas pistas.
Bem equipado, o lançamento da Audi no Brasil traz rodas de 18” calçadas em pneus 225/40, bancos de couro com insertos de camurça e ajustes elétricos, faróis bixenônio, teto solar panorâmico, ar-condicionado de duas zonas, sistema de som Bose com 10 alto-falantes e subwoofers e conectividade para iPod e Bluetooth.
Se para você o preço não é um fator decisivo e as lembranças de um A3 ou mesmo do antigo S3 são boas, saiba que o novo está bem melhor. E preço alto por preço alto, sabemos que os cheques assinados em concessionárias da Audi, BMW ou Mercedes são sempre mais gordos. Mas com índice de arrependimento mínimo (ou inexistente?).

Historia e Comquistas da Audi



1899 Horch é fundada em Colônia

Em 14 de Novembro de 1899, August Horch (1868 - 1951) funda a companhia A. Horch & Cie em Colônia. Lá ele desenvolveu seu primeiro carro, finalizado em 1901. Sua empresa mudou-se para a região de Reichenbach na Saxônia em março de 1902, dois anos depois tornando-se uma empresa de capital aberto. Em 10 de Maio de 1904, a empresa mudou-se novamente, estabelecendo em Zwicka como Horch & Cie. Motorwagen-Werke AG.

1901 O primeiro Horch

O primeiro Horch foi levado a um autoestrada em 1901. Seu motor desenvolvia uma potência estimada entre 4 e 5 cv. Um pequeno pistão adicional foi desenvolvido para reduzir as vibrações. Outra inovação foi a utilização do cárter, pioneira na indústria automotiva.

Após a fundação da companhia em Colônia em 1899 e sua transferência para Reichenbach na Saxônia em 1902, ficou claro que, a graças ao sucesso dos carros Horch, a fábrica deveria ser expandida. Em concordância com seus parceiros, August Horch decidiu abrir o capital de sua empresas. A nova empresa iniciou a produção em Zwickau, em 1904.

1906 viu o lançamento da "Sulmobil", um veículo de três rodas com 3.5 CV de potência. Entretanto, a "Sulmobil" não atingiu o sucesso esperado. Como resultado, o primeiro carro originalmente produzido em Neckarsulm, como motor 1308 cc 4 cilindros e 10 CVs entrou em linha no mesmo ano.

1907 Raízes da DKW

Em 1904 Jörgen Skafte Rasmussen iniciou sua carreira como produtor de acessórios de caldeira. Em 1906, adquiriu uma fábrica têxtil na Saxônia, cuja produção foi iniciada em 1907. Durante a primeira grande guerra mundial, Rasmussen trabalhou em um veículo movido a vapor ("Dampfkraftwagen), de onde se originou a sigla DKW.

Em 1909, August Horch se envolveu em uma disputa com o conselho de supervisão da A. Horch % Cie. Motorwagen-Werke AG. Horch deixou a empresa que ele mesmo havia fundado. Pouco tempo depois, em 16 de Julho de 1909, ele fundou uma segunda companhia, a Horch Automobil-Werke GmbH, na mesma cidade de sua anterior. Horch perdeu a disputa legal pelo nome da empresa. Entretanto, uma solução fora encontrada: A tradução de seu nome, que em alemão significa "escute!" para o latim: Audi. O novo nome da companhia tornou-se efetivo a partir de 25 de Abril de 1910.

1913 Primeiro Wanderer


O primeiro carro Wanderer, equeipado com motor 5/12 cv 4 cilindros foi testado em 1912, passando para produção em série em 1913. O pequeno carro ficou conhecido por sua participação no espetáculo "Puppchen" (palavra que pode ser traduzida como "querida") de Jean Gilbert. A partir deste momento, o carro passou a ser conhecido pelo nome "Puppchen".


1914 August Horch vence Alpine Run

A corrida austríaca internacional Alpine Run é uma das mais famosas da história. August Horch participou dela em um Audi pela primeira vez em 1911 e levou o primeiro lugar. Essa vitória o encorajou a entrar na disputa da competição com um time Audi nos anos de 1912 a 1914. Audi venceu cada uma destas provas.

1921 Audi apresenta a direção alinhada à esquerda

A convenção de se produzir carros com a direção alinhada à direita veio da época dos cavalos e carruagens, onde os cocheiros costumam sentar-se no lado direito. Em Setembro de 1921, a Audi tornou-se a primeira montadora de carros Alemã a apresentar a produção de um veículo com a direção alinhada à esquerda, o Audi Type K. Por oferecer melhor visão do tráfego, conseqüentemente tornando manobras de ultrapassagens mais seguras, a direção alinhada à esquerda tornou-se padrão no final dos anos 20.

1926 Horch - o primeiro carro alemão 8 cilindros


Em 1926, a Horch AG apresentou o Horch 303 Berlin. Este foi o primeiro carro alemão de 8 cilindros a entrar em produção de volume em massa. Seu motor, projetado por Paul Daimler, contava com 3.132 cilindradas e potência de 60 cavalos.



1931 O primeiro carro de fabricação em grande volume com tração dianteira

Em Agosto de 1928, J. S. Rasmussen adquiriu a maior parte das ações da Audiwerke AG. Seu DKW com tração dianteira começou a ser produzido em larga escala em 1931. Este carro continha um típico motor 2 tempos DKW. Seu design foi o fator chave para um dos carros alemães de maior sucesso nos anos 30. Em 1942, 250.000 unidades dele já haviam sido produzidas.



1932 Auto Union AG é fundada




Em 29 de junho de 1932, as quatro fabricantes automotivas alemãs da saxônia - Audi, DKW, Horch e Wanderer uniram forças para criar a Auto Union AG, cuja administração estava localizada em Chemnitz. A união possibilitou à nova companhia a capacidade de atender e competir em todos os segmentos do mercado, desde motocicletas leves até grandes carros de luxo.


O primeiro Audi com tração dianteira

No salão do automóvel de Berlin de 1932, a Auto Union AG apresentou o novo Audi, seu primeiro carro de passeio com tração dianteira. Neste carro, foram aplicados pela primeira vez conceitos de design modular e um motor Wanderer seis cilindros.

1934 Os carros grand prix Auto Union


A nova Auto Union conquistou grande popularidade com o sucesso de um carro de competição com design baseado em conceitos de Ferdinand Porsche. O motor central de 16 cilindros foi instalado logo atrás do piloto, o que gerou grandes benefícios para a aerodinâmica do carro.

Em 1936, a administração da Auto Union mudou-se em definitivo para Chemnitz. No mesmo ano, foram finalizadas as instalações para design, desenvolvimento e testes em Chemnitz.

1937 Quebra de recordes mundiais de velocidade


Os carros de competição da Auto Union eram veículos de tecnologia superior para sua época. A base para o alcance de suas conquistas era a busca e utilização do melhor em motores de alto desempenho, aerodinâmica e técnicas de construção de carros leves. O resultado: um carro Auto Union, aplicando técnicas de otimização do fluxo de ar, construção em alumínio e motor de 545 cv tornou-se o primeiro carro a romper a barreira dos 400 km/h em uma rodovia comum.

1938 Primeiros Crash Tests

Em 1938, a Auto Union desenvolveu um sistema de crash tests e derrapadas simuladas, uma das primeiras montadoras a fazê-lo. Vários modelos DKW produzidos em metal, madeira e plástico foram testados de diversas maneiras com o objetivo de descobrir qual combinação seria a melhor em situações de derrapagens e perda de controle.

1941 Produção bélica

Devido ao desenvolvimento e produção de veículos para fins militares, a Auto Union tornou-se uma importante fornecedora de veículos para as forças armadas nos anos 30. Devido ao esforço de guerra, a produção civil foi interrompida em Maio de 1940. Após este período, a companhia produzia apenas produtos para atender fins militares.

Por ordens da administração militar soviética na Alemanha, as fábricas da Auto Union, instaladas na Saxônia, foram desmanteladas em 1945. Posteriormente, os ativos da empresa foram expropriados sem compensação. Em Agosto de 1948, a Auto Union AG foi excluída dos registros comerciais.

1949 Um novo início em Ingolstadt para a Auto Union GmbH

Empréstimos do estado da Bavaria e o plano Marshall ajudaram a Auto Union GmbH a se re-estabelecer, agora em Ingolstadt, em 3 de setembro de 1949. Com base nos princípios da DKW - motores dois tempos e tração dianteira, no mesmo ano foram iniciadas as produções de uma motocicleta de 125 cc e uma van DKW.

1950 O primeiro carro de passeio DKW pós-guerra


Em Agosto de 1950, a Auto Union produziu seu primeiro veículo de passeio após o período de guerras. Este carro DKW Meisterklasse F 89 P, disponível nas versões sedan e conversível.


1951 Motocicleta NSU alcance um novo recorde


No início de 1945, o modesto número de motocicletas foi produzido pela NSU em Neckarsulm. Entretanto, apenas alguns anos depois, a planta se tornou uma das mais importantes do setor. As motocicletas da NSU atingiram o estado da arte. Em Abril de 1951, o piloto Wilhem Herz atingiu um novo recorde mundial de velocidade: 290 km/h com uma motocicleta de competição 500cc NSU, em uma autobahn ligando Munich-Ingolstadt.



1953 DKW "Sonderklasse" com motor três cilindros

Auto Union lançou um novo modelo 3 cilindros para o Salão do Automóvel alemão em 1953 - batizado de "3=6 Sonderklasse". Este carro foi desenvolvido em Chemnitz antes da guerra e deveria ter entrado em produção em 1940. O nome 3=6 se refere ao fato de seu motor três cilindros dois tempos produzir as mesma características de potência de um motor seis cilindros quatro tempos.

1955 NSU torna-se a maiora fabricante mundial em duas-rodas


Em 1955, a NSU anúnciou um número total de 342.583 veículos duas-rodas produzidos (incluindo 45.747 bicicletas). Isso fez da NSU o maior fabricante mundial em duas-rodas Ao mesmo tempo, o clima de euforia com as motocicletas havia atingido seu clímax. Nesta época, os consumidores começaram a sonhar com seu próprio meio de transporte. O carro se tornou o novo sonho de consumo nos anos do milagre econômico.

1957 NSU retoma a produção de automóveis


Após um período de quase 30 anos, a NSU retornou a fabricação de automóveis em 1957. A empresa optou por produzir um carro pequeno, desenvolvido especialmente para classe média e proprietários de motocicletas. Este carro, NSU Prinz, apresentado no Salão do Automóvel alemão em 1957, passou a compensar as perdas de um mercado de motocicletas à beira de um colapso.

1958 Daimler-Benz assume o controle da Auto Union GmbH

Por iniciativa do líder empreendedor Friedrich Karl Flick, a Daimler-Benz AG adquiriu a maior parte de ações da Auto Union GmbH em 24 de Abril de 1958.A Auto Union passou a ser uma subsidiária do grupo Daimler, desta data até o fim de 1965.

1959 O início de uma nova fábrica em Ingolstadt


Com a Auto Union tendo interrompido toda sua produção de motocicletas em 1958, uma nova fábrica de automóveis em Ingolstadt iniciou suas operações no início do verão de 1959. Naquele momento, a fábrica era uma das mais modernas da Europa. Em 1962, a planta da Auto Union em Düsseldorf foi vendida para a Damiler-Benz.

1963 Wankel Spider é o destaque do IAA


O conversível apresentado pela NSU no salão do automóvel de Frankfurt de 1963 foi uma sensação. Conhecido como Wankel Spider, esse carro foi projetado em parceira entre a NSU e Felix Wankel. O conceito que levou ao desenvolvimento do motor deste carro começou a ser trabalhado em 1950.

1964 VW assume o controle da Auto Union GmbH


Novamente sobre a liderança do empreendedor industrial Friedrich Karl Flick, a Volkswagen AG adquiriu a maior parte das ações da Auto Union GmbH em Dezembro de 1964. A empresa transformou-se totalmente em uma subsidiaria do grupo VW no fim de 1966.



Todo o trabalho nos motores dois tempos tiveram fim quando a Auto Union tornou-se parte do grupo Volkswagen. Um motor 4 cilindros 4 tempos, desenvolvido previamente pela Daimler-Benz, foi instalado no último modelo DKW F 102 e apresentado como um Audi no verão de 1965.


1967 NSU apresenta o Ro 80


Em 26 de Novembro de 1968, a Auto Union convidou seus concessionários e a imprensa para assistir a apresentação do novo Audi 100 em Ingolstadt. Este modelo, desenvolvido pelo diretor técnico Dr. Ludwig Klaus levou a Audi pela primeira vez ao competitivo segmento de mercado de veículos maiores. O Audi 100 rapidamente transformou-se em um sucesso de vendas, e construiu a base para uma nova série de modelos Audi que garantiram a futura independência da marca Audi.

Em março de 1969, a NSU, que então havia sido adquirida pela Volkswagen, juntou-se a Auto Union para formar a nova Audi NSU Auto Union AG, sediada em Neckarsulm.

No verão de 1972, o chefe de engenharia tecnológica, Dr. Ludwig Kraus, apresentou o Audi 80, a continuação da nova política de produto iniciada com o Audi 100. Este carro utilizava um motor 4 cilindros OHC, posteriormente adotado também pelo Grupo Volkswagen, tornando-se o motor mais produzido pela VW. O Audi 80 foi um completo sucesso. Mais de 1 milhão de carros deste modelo foram vendidos em menos de 6 anos.

Em setembro de 1967, a NSU apresentou um modelo totalmente novo na categoria de veículos médios premium, o NSU Ro 80. Seus destaques foram o motor de 115 cavalos e design avançado - muitos de seus conceitos só foram empregados em outros carros anos mais tarde. A NSU causou grande sensação com este modelo, mas não foi capaz de ajudar o Wankel a alcançar o avanço que se esperava.


1974 Audi 50 - a resposta para a crise do petroleo

Setembro de 1974 assistiu o lançamento do Audi 50, o menor carro da linha Audi e a resposta da marca para crise de energia dos anos 70. Por ser um modelo de alto volume de produção, ele era montado na fábrica da VW em Wolfsburg. Seis meses após a apresentação do Audi 50, este modelo também foi lançado no mercado como VW Polo.

1980 Audi quattro - um conceito revolucionário

Em Março de 1980, um coupé esportivo com tração integral nas quatro rodas causou furor no salão internacional do automóvel em Genebra. O Audi quattro era o primeiro veículo de alto desempenho com tração nas quatro rodas. Este conceito só havia sido usado previamente em caminhões e veículos off-road. Esta tecnologia alcançou grande sucesso no automobilismo mundial e gradualmente foi introduzida a toda linha de modelos Audi.

1982 Audi 100 - o melhor do mundo em aerodinâmica


No outono de 1982, a Audi NSU Auto Union AG apresentou a terceira geração do Audi (conhecido internacionalmente como C3). Graças a construção leve de sua carroceria e, acima de tudo, seu baixo coeficiente de atrito aerodinâmico cD = 0,3, o novo Audi 100 era sinônimo de design progressista. Nas palavras da publicação alemã Auto-Zeitung, "em termos de aerodinâmica, o Audi 100 coloca em um nível abaixo o restante da industria automotiva mundial".

Quando a produção do Audi Ro 80 foi descontinuada em 1977, o uso do nome NSU na designação de produtos chegou ao seu fim. A partir de 1º de Janeiro de 1985, a Audi NSU Auto Union AG foi renomeada AUDI AG. Ao mesmo tempo, a empresa mudou sua sede de Neckarsulm para Ingolstadt. A partir desse momento, a empresa e seus produtos adotavam o mesmo nome.

No Outono de 1986, a AUDI AG apresentou a terceira geração do Audi 80, conhecido internamente como B3. Assim como aconteceu com as linhas Audi 100 e 200, o Audi 80 ganhou uma carroceria galvanizada com garantia de 10 anos contra incidência de ferrugem. O Audi 80 também possuía uma excelente aerodinâmica, graças ao coeficiente de resistência de 0,29.


1988 Audi V8: a estréia no mercado premium


Em 1988, a AUDI AG se aventurou na classe premium pela primeira vez com o lançamento do Audi V8. Este novo modelo era equipado com motor 250 cv 3.6 V8. O carro ainda incluía a tração quattro, 4 válvulas por cilindro e transmissão eletronicamente comandada.


1989 Audi turbodiesel com injeção direta


Após 13 anos de estudo, os engenheiros da Audi chegaram com sucesso a uma tecnologia que permitia a utilização do Diesel como combustível em seus automóveis, antes só utilizado em caminhões. Em conjunto com a tecnologia turbo, era possível atingir um consumo extremamente econômico sem perda de potência. No outono de 1989, o Audi 100 foi apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt com um motor 2.5l 5 cilindros e tecnologia diesel TDI.

1991 Audi quattro Spyder e Audi Avus quattro

Audi apresentou dois estudos sensacionais para carros esportivos no outono de 1991: o Audi quattro Spyder no Salão do Automóvel de Frankfurt e o Audi Avus quattro no Salão do Automóvel de Tokyo. O uso consistente da utilização do alumínio na carroceria destes ensaios preparam o caminho para a utilização do alumínio em grande escala nos modelos Audi.

1993 Carros perdem o peso: AUDI Space Frame

Por alguns anos, a AUDI AG trabalhou em parceria com a Companhia de Alumínio da América no desenvolvimento de um carro leve construído em alumínio. O resultado foi apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt em 1993: a tecnologia conhecida como Audi Space Frame - a utilização do alumínio combinado com outros elementos para tornar o carro, ao mesmo tempo, leve e resistente.

Em março de 1994, a AUDI AG apresentou seu novo modelo no segmento premium, o Audi A8, no Salão do Automóvel de Genebra. Este foi o primeiro modelo em produção com a carroceria construída totalmente em alumínio. Ao mesmo tempo, um novo sistema de nomenclatura para os carros entrou em vigor. O Audi 80 passou a ser conhecido com A4, o Audi 100 como A6. Eles foram seguidos em 1996 pelo Audi A3, seu primeiro representante no segmento de compactos premium. A produção do Audi A2, o primeiro monovolume construído em alumínio, começou em junho de 2000.
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