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FIA confirma motor 1.6 turbo para 2014


Por apelo ecológico, monopostos da Formula 1 voltarão a usar motores turbinados

  Divulgação
Os motores serão turbinados a partir de 2014

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) confirmou nesta quarta-feira (29) que a mudança dos motores na Fórmula 1 será na temporada 2014 e não mais em 2013 – como foi planejado inicialmente. Os monopostos passarão a usar motores 1.6 litro V6 turbinados no lugar dos atuais blocos V8 aspirados de 2.4 litros. Tal mudança tem caráter ambiental. A ideia é manter o desempenho de hoje e poluir menos.

A diminuição da cilindrada e o uso do turbo – proibido desde 1989 – visam reduzir o consumo de combustível em substanciais 35%, junto com o Kers, que armazena a energia produzida nas frenagens e “injeta” potência adicional no motor por alguns segundos. No comunicado, a FIA informou também que o limite de rotações por minuto deve permanecer em 18 mil giros e que os monopostos deverão ter peso mínimo de 660 quilos.

Muitos irão criticar essa mudança, mas muitos não sabem que a Maclaren que Senna foi campeão tinha um motor 1.5 v6 de 900cv!

Fórmula 1 poderá ter motores 1.6 de quatro cilindros.


Várias fontes (entre elas a BBC) sugeriram nos últimos dias que a FIA deve chegar a um acordo para padronizar motores de quatro cilindros e 1,6 litro na principal categoria do automobilismo a partir de 2013. Motivo: aproximar mais a F1 do que se vê nas ruas.

O regulamento atual congelou por seis anos (a partir de 2006) o desenvolvimento dos motores V8 de 2,4 litros. Esse acordo finda justamente em 2012. Estima-se que os novos parâmetros devem estabelecer volume de 1,6 litro, rotações limitadas a 10.000 rpm (os atuais chegam a 18.000 rpm), configuração twin-turbo, injeção direta de combustível e a volta do uso de KERS. Com isso, a potência ficaria praticamente igual (entre os 650 e 750 cavalos), mas com uma queda de consumo de até 50%.

Aparentemente, quem mais poderia lucrar com o novo regulamento seriam as grandes marcas, cujo interesse pela Fórmula 1 poderia aumentar na medida em que os propulsores utilizados se relacionassem um pouco mais ao que utilizamos na vida normal.

Um leitor que prefere não ser identificado (ele tem medo de sofrer retaliações) acha que tudo não passa de um complô da Volkswagen para finalmente estabelecer o domínio dos motores AP 1600 na F1. "Eu já sabia!", ele diz, confiantemente embasado pelos fortes rumores de que a VW pensa em investir no negócio de Bernie Ecclestone.


Piloto de formula 1 também ja andou de chevette


Que tal distribuir um ‘Chevettinho’ na mão de cada piloto de Fórmula 1? Hoje seria quase que uma ofensa, mas na época em que o carango era a moda, a Chevrolet conseguiu emplacar uma promoção dessas. Só que os valentes 1,4 não foram muito bem tratados não. Ao menos é o que reza a lenda.

Em 1976 o Chevette ainda era um carro recém chegado ao Brasil, mas mesmo assim já fazia sucesso. Além disso, a Chevrolet queria promover a linha “esportiva” do carro. Como jogada de marketing patrocinou o GP Brasil de 1976 e nomeou este tal modelo esportivo de Chevette GP.

Até aí tudo bem, mas a GM queria ir mais além. Não bastava só patrocinar uma corrida de Fórmula 1. Os pilotos teriam que agir como garotos propaganda da marca, pilotando o carrinho anêmico no trajeto Hotel – Autódromo.

Só que nisso há aquele famoso porém. Os pilotos já achavam o Brasil uma verdadeira zona e brincar com esses Chevettes não iriam fazer mal a ninguém. Foi assim que começou uma das mais engraçadas histórias do “submundo” da F-1.

Como cada piloto tinha seu carro para fazer o traslado, eles aproveitavam o momento para se divertir ainda mais. Rasgando as ruas de São Paulo, os pilotos iam fazendo estripulias e imprudências em um País sem lei. Rachas e pegas eram corriqueiros entre eles.

Subir na calçada? Algo de praxe. Atravessar cruzamentos e sinais? Todos faziam. O que os pilotos judiavam daqueles GP’s não estava no gibi. Só quem acompanhou aquilo de perto é que pode nos contar algo mais.

A lenda mais cabeluda é que Ronnie Peterson, após ter se estabacado em um poste, simplesmente abandonou o carro na via pública e pegou carona com outro piloto. O fato teria revoltado os dirigentes da marca.

Calendario f1 2010

Está se aproximando a hora da largada para a temporada 2010 da Fórmula 1.
A emoção deverá ser forte no decorrer deste ano, com aumento no número de equipes e pilotos (apesar de algumas ainda enfrentarem muitas dificuldades), mudança no sistema de pontuação, 4 pilotos brasileiros e a principal delas, a volta de Schummi, mas não por uma Ferrari como podíamos esperar, mas sim pela Mercedes (ex-Brawn GP e atual campeã). Qualquer prognóstico este ano seria uma temeridade, ainda mais com a inregularidade dos testes que estão sendo feitos na espanha, onde os pilotos se alternam durante os treinos nas marcações de melhores tempos.
Confira o calendário desse ano e começe a fazer suas apostas. Quem sairá na frente??? Qual o melhor carro???

Hispania Racing mostra carro de Senna


Piloto e sobrinho de Ayrton terá o indiano Karun Chandhok na equipe


AFP
Bruno Senna a bordo do seu carro: depois de quase 16 anos da morte do tio Ayrton, o nome Senna volta à Fórmula 1
A equipe Hispania Racing apresenta seu carro para temporada 2010 da Fórmula 1. O público só poderá ver a performance do modelo na abertura do campeonato, em Bahrain, que começa no próximo dia 14. O carro já estava pronto, mas os problemas financeiros da escuderia impediram que ele fosse revelado antes.

O modelo, produzido pela fabricante italiana Dallara,pintado de cinza, vermelho e branco vem com os patrocínios da Bridgestone e da Embratel. A expectativa é que Jose Ramon Carabante, que assumiu o controle total da equipe, sustente-a até que mais recursos cheguem.

Horas antes da apresentação do carro, a Hispania anunciou o piloto indiano Karun Chandhok como companheiro de Bruno Senna nesta temporada. Jose Maria Lopez e Pastor Maldonado formarão a equipe de testes.

Mercedes-Benz SLS é novo pace car da F1


Supercarro entra no lugar do SL 65 AMG Black Series na temporada 2010


  Divulgação
Mercedes-Benz SLS AMG, o novo pace car da Fórmula 1

Entre as novidades da temporada de Fórmula 1 está o carro madrinha. No lugar do Mercedes-Benz SL65 Black Series entra o SLS AMG, supercarro que homenageia o lendário 300 SL de meados dos anos 50 com suas portas abertas para cima, como fossem asas de gaivota. O novo pace car foi mostrado oficialmente hoje. O carro vem com motor V8 de 563 cavalos e se torna o nono modelo da marca alemã a participar da principal categoria do automobilismo mundial.

  Divulgação
Interior é praticamente igual à versão vendida nas lojas. Diferença fica por conta do equipamento de comunicação

Mas para acompanhar o ritmo dos bólidos da Fórmula 1 o SLS AMG deverá perder um pouco de peso, algo em torno de 80 a 100 kg com algumas alterações. Uma delas pode ser a substituição de algumas partes da carroceria de alumínio por fibra de carbono (como o capô e a tampa do porta-malas), além da inclusão de freios mais leves. O interior se mantém praticamente igual ao modelo vendido nas lojas, com a diferença de ser equipado com sistema de comunicação.

  Divulgação
O piloto do pace car é o alemão Bernd Mayländer que tem como co-piloto Pete Tibbetts, da FIA

Mercedes pode deixar Fórmula 1 em 2010


Reunião da diretoria da montadora está marcada para quarta-feira

Agência/AP

McLaren pode perder o principal parceiro

O escândalo da mentira envolvendo Lewis Hamilton e a McLaren pode fazer a equipe inglesa perder seu principal parceiro. A Mercedes-Benz, fornecedora de motores e detentora de 51% das ações do time, está revendo seus gastos e cortes podem acontecer também na parte de automobilismo.

Durante a semana do GP da Malásia, o vice-presidente da Mercedes-Benz Motorsport, Norbert Haug, afirmou que não pode garantir que a montadora estará presente na categoria em 2010.

- Se me perguntarem: “vocês aqui pelos próximos dez anos?”, qualquer um que é honesto, e eu sou, não pode responder sobre como o mundo, a indústria automobilística e a economia envolvendo isso vai se comportar. Espero que (o cenário atual) mude. Não é fácil para ninguém, mas eu espero que mude – conta.

Uma reunião da diretoria do grupo da Daimler, dona da Mercedes-Benz, está marcada para quarta-feira com o intuito de reduzir drasticamente os gastos da empresa.

Perguntado se o escândalo da semana passada poderia atrapalhar uma decisão favorável a ficar na Fórmula 1, Haug foi duro com a McLaren.

- Vitórias seriam melhores do que discussões como estas (sobre a mentira contada aos comissários australianos). Mas, com certeza, não estamos satisfeitos com a situação, do jeito que está agora.

Sob chuva, Button é campeão na Malásia


Após paralisação, inglês é anunciado vencedor. Barrichello fica em 5º

Alberto Cataldi

AP
Forte chuva causou a interrupção da prova

Com muita água na pista, Jenson Button, da Brawn GP, garantiu sua segunda vitória consecutiva neste domingo, no Grande Prêmio da Malásia. O piloto inglês, que havia largado na pole position, foi anunciado vencedor após uma parada de mais de 30 minutos causada por uma forte chuva. Timo Glock, da Toyota, ficou com a 2ª posição, seguido de Nick Heidfeld, da BMW. Como a prova não foi completada de maneira regular, apenas metade dos pontos serão computados.

Jarno Trulli, da Toyota, mostrou domínio na corrida, e garantiu a 4ª colocação. Rubens Barrichelo, da Brawn GP, superou os problemas enfrentados durante os treinos do final de semana, mas acabou apenas em 5º.

O dia foi marcado pela chuva que atingiu o autódromo de Sepang. Os pilotos tiveram que estacionar seus carros no grid de largada, após 32 voltas, e aguardar pela melhoria do clima antes de voltarem à disputa, embora todos se mostrassem favoráveis a encerrar o GP ali mesmo. A indefinição da direção da prova durou mais de 30 minutos, até ser anunciado que a segunda largada não aconteceria.

Com constantes trocas de posições proporcionadas pela chuva irregular, teve mais vantagem quem soube unir destreza e estratégia, fazendo as substituições de pneus nos momentos certos e aguardando os espaços disponíveis na pista para avançar sobre os adversários. Além de Trulli e Glock, Nico Rosberg, da Williams, também teve destaque no cenário incomum da corrida, terminando em 7º.

Embora não tenha cometido erros, Felipe Massa, da Ferrari, foi prejudicado pela sua posição na largada, e conseguiu terminar a corrida apenas em 9º. Nelsinho Piquet, da Renault, teve dificuldades para manter-se veloz com a chuva, e encerrou em 11º.

A prova

Sob ameaça de chuva, a largada aconteceu sem acidentes e com acirrada briga por posições. Button perdeu rapidamente a primeira colocação para Nico Rosberg, caindo para quarto. Barrichello permaneceu firme e conseguiu subir para quinto. Todos seguiram muito próximos nos quilômetros seguintes, até que Heikki Kovalainen, da McLaren, rodou sozinho, indo parar na caixa de brita e abandonando a prova. A bandeira amarela foi acenada por alguns minutos.

Desde a primeira curva, Fernando Alonso, da Renault, deixou claro que estava brigando pelas primeiras colocações, travando duelos emocionantes com Barrichello e Kimi Raikkonen pela quarta e quinta posições, respectivamente.

AP
Largada teve pilotos firmes em suas posições

Felipe Massa, que largou mal (16º) por erro da Ferrari, teve de apostar em estratégia para conseguir uma pontuação favorável. Manteve-se equilibrado durante toda a prova, galgando posições sempre que surgia uma oportunidade.

A chuva começou a cair já na décima volta, porém em pouco volume, deixando a pista apenas parcialmente molhada. Os pilotos seguiram para sua parada nos boxes. Raikkonen se adiantou ao clima e colocou seus pneus slick antes da chuva, reduzindo o desempenho do carro. Quem demorou para atender ao chamado da equipe, teve dificuldades. Alonso perdeu o controle de seu Renault e foi parar nas britas, tardando a retornar à pista.

Já com o asfalto mais molhado, os jovens Sebastien Vettel, da RBR, e Lewis Hamilton, da McLaren, travaram uma acirrada disputa pela 11ª posição. O francês levou a melhor e ainda avançou sobre Timo Glock logo em seguida, escalando para a 10ª colocação.

Glock, que optou por pneus intermediários em sua parada, subiu rapidamente quatro colocações, colocando-se em disputa direta com Barrichello, já em sua segunda saída dos boxes. A escalada do piloto da Toyota chamou a atenção das demais equipes, e logo todos os seguiram para uma nova parada, trocando seus pneus para intermediários. A chuva, porém, apertou logo depois. Resultado: Vettel fora após rodar, Fisichella e Hamilton sem controle do carro. A direção da prova ordenou bandeira amarela com safety car na pista. Três voltas depois, com visibilidade zero e água alta, a bandeira vermelha foi acenada, paralisado a prova.

Veja a classificação dos pilotos no GP da Malásia:

  1. Jenson Button (ING); Brawn GP
  2. Nick Heidfeld (ALE); BMW
  3. Timo Glock (ALE); Toyota
  4. Jarno Trulli (ITA); Toyota
  5. Rubens Barrichello (BRA); Brawn GP
  6. Mark Webber (AUS); Red Bull
  7. Lewis Hamilton (ING); McLaren
  8. Nico Rosberg (ALE); Williams
  9. Felipe Massa (BRA); Ferrari
  10. Sébastien Bourdais (FRA); Toro Rosso
  11. Fernando Alonso (ESP); Renault
  12. Kazuki Nakajima (JAP); Williams
  13. Nelsinho Piquet (BRA); Renault
  14. Kimi Raikkonen (FIN); Ferrari
  15. Sebastian Vettel (ALE); Red Bull
  16. Sébastien Buemi (SUI); Toro Rosso
  17. Adrian Sutil (ALE); Force India
  18. Giancarlo Fisichella (ITA); Force India
  19. Robert Kubica (POL); BMW - abandonou
  20. Heikki Kovalainen (FIN); McLaren - abandonou

Confira como ficou a classificação do mundial de pilotos:

  1. Jenson Button (ING); Brawn - 15 pts pts
  2. Rubens Barrichello (BRA); Brawn - 10 pts
  3. Jarno Trulli (ITA); Toyota - 8,5 pts
  4. Timo Glock (ALE); Toyota - 8 pts
  5. Nick Heidfeld (ALE); BMW - 4 pts
  6. Fernando Alonso (ESP); Renault - 4 pts
  7. Nico Rosberg (ALE); Williams - 3,5 pts
  8. Sebastien Buemi (SUI); STR - 2 pts
  9. Mark Webber (AUS); RBR - 1,5 pt
  10. Lewis Hamilton (ING); McLaren - 1 pt
  11. Sebastien Bourdais (FRA); STR - 1 pt
  12. Adrian Sutil (ALE); Force India - 0
  13. Giancarlo Fisichella (ITA); Force India - 0
  14. Sebastian Vettel (ALE); RBR - 0
  15. Robert Kubica (POL); BMW - 0
  16. Kimi Raikkonen (FIN); Ferrari - 0
  17. Felipe Massa (BRA); Ferrari - 0
  18. Nelsinho Piquet (BRA); Renault - 0
  19. Kazuki Nakajima (JAP); Williams - 0
  20. Heikki Kovalainen (FIN); McLaren - 0

Ferrari faz dobradinha em treino livre da Malásia


Raikkonen ficou a frente de Felipe Massa por 125 milésimos

Ricardo Tadeu

AP
Kimi Raikkone registrou o melhor tempo desta sexta-feira> 1min35seg707
A Ferrari acabou com o oba-oba sobre a novata Brawn GP, ao menos nos treinos livres desta sexta-feira (3), no autódromo de Sepang, na Malásia. Com dobradinha da equipe italiana, Kimi Raikkonen ficou com o melhor tempo, seguido do seu companheiro de equipe, o brasileiro Felipe Massa, que cravou 125 milésimos atrás de Kimi. A terceira posição ficou com Sebastian Vettel, da RBR.

Em quarto lugar, aparece a Williams, com o piloto Nico Rosberg, que registrou o quarto melhor tempo do dia, mas ficando mais de três décimos atrás do primeiro colocado Kimi Raikkonen. A quinta posição foi para a RBR, com o piloto Sebastian Vettel e somente nas sexta posição apareceu um piloto da badalada Brawn GP, o brasileiro Rubens Barrichello. Logo em seguida, apareceu seu companheiro de equipe, Jenson Button que assumiu o sétimo melhor tempo dos treinos livres.

AP
Rubens Barrichello, da Branw GP, ficou apenas com o sexto melhor tempo do dia
O terceiro e último brasileiro da competição, Nelsinho Piquet, da Renault, ficou apenas com décimo melhor tempo do dia, que lhe rendeu cinco posições a frente do seu companheiro de equipe. Fernando Alonso teve que se contentar apenas com a décima quinta colocação.

Confira abaixo os tempos do dia:

1 - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari) - 1m35s707
2 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - 1m35s832
3 - Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) - 1m35s954
4 - Nico Rosberg (ALE/Williams-Toyota) - 1m36s01
5 - Mark Webber (AUS/RBR-Renault) - 1m36s026
6 - Rubens Barrichello (BRA/Brawn-Mercedes) - 1m36s161
7 - Jenson Button (ING/Brawn-Mercedes) - 1m36s254
8 - Kazuki Nakajima (JAP/Williams-Toyota) - 1m36s290
9 - Heikki Kovalainen (FIN/McLaren-Mercedes) - 1m36s397
10 - Nelsinho Piquet (BRA/Renault) - 1m36s401
11 - Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) - 1m36s515
12 - Jarno Trulli (ITA/Toyota) - 1m36s516
13 - Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) - 1m36s628
14 - Timo Glock (ALE/Toyota) - 1m36s639
15 - Fernando Alonso (ESP/Renault) - 1m36s640
16 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) - 1m36s875
17 - Giancarlo Fisichella (ITA/Force India-Mercedes) - 1m37s025
18 - Robert Kubica (POL/BMW Sauber) - 1m37s039
19 - Sebastien Bourdais (FRA/STR-Ferrari) - 1m37s278
20 - Nick Heidfeld (ALE/BMW Sauber) - 1m37s640

Benetton de 1994 vira inspiração da Brawn GP para sonhar alto

O GP da Austrália comprovou que a Brawn GP inicia a temporada como a equipe a ser batida, após a dobradinha de Jenson Button e Rubens Barrichello, enquanto as poderosas McLaren e Ferrari sofreram na primeira prova do ano. Apesar de ainda enfrentar problemas econômicos, o time de Ross Brawn já passa a sonhar com o título e o dono da escuderia tem um bom motivo para reforçar este objetivo.

UM REPLAY DE 1994?
Divulgação
Em 1994, Benetton dominou a 1ª metade da F-1 e deu título a Schumacher
Reuters
Agora, Ross Brawn tenta repetir o êxito com sua equipe



Há 15 anos, o mesmo cenário foi visto na Fórmula 1 quando a Benetton começou a temporada com tudo, deixando a Williams, que dominara as duas edições anteriores, para trás. Assim como em 2009, aquele ano foi marcado por mudanças nos carros da categoria e a Benetton foi quem aproveitou melhor a temporada anterior para trabalhar no carro de 1994 e tornar-se favorita.

Naquela época, o time contava com uma revelação, o alemão Michael Schumacher, e tinha Ross Brawn como o responsável pela estratégia da equipe. Com um carro bem acertado, a Benetton ganhou seis das sete primeiras provas de 1994 (GPs do Brasil, do Pacífico, de San Marino, de Mônaco, do Canadá e da França) e ainda foi segunda colocada na única que não ganhou (GP da Espanha) neste período. Todos os resultados com Schumacher.

Na segunda metade da temporada, a Williams melhorou o carro, passou a dominar a F-1, mas o alemão, com 25 anos na época, acabou conquistando o título na última prova da temporada, após se envolver em um polêmico acidente com o inglês Damon Hill no GP da Austrália. Schumacher ganhou o primeiro de seus sete títulos na categoria por apenas um ponto de diferença.

Exceção feita ao piloto, já que Jenson Button e Rubens Barrichello têm mais de 28 anos e estão longe de serem considerados promessas, a Brawn GP seguiu o mesmo roteiro da Benetton. A equipe herdou o espólio da Honda, que abandonou a temporada 2008 em sua metade para trabalhar no projeto do carro de 2009. A Honda tinha Brawn como o chefão da equipe na pista e ele tratou de repetir o mesmo planejamento que fez na Benetton.

"O fato é que nós iniciamos este carro há 15 meses. Acredito que fomos os únicos que fizemos isso", revelou o dirigente. "Algumas pessoas esquecem o que acontece quando novas regras são introduzidas. Em 1994, isso também aconteceu, quando novas regras foram feitas e eu estava na Benetton. Nós sacrificamos 1993 e em 1994 nós ganhamos o título mundial", recordou Brawn.

Reprodução
Confira os detalhes de cada curva do GP da Malásia, que será no domingo


Outra semelhança é que aquele carro da Benetton foi contestado pelos adversários de usarem um computador de bordo ilegal, que ajudaria no controle de tração do carro, justamente o equipamento que havia sido banido da F-1 em 1994. Desta vez, a polêmica fica por conta do uso do difusor traseiro na Brawn GP, já questionado por Ferrari, Red Bull e Renault, que fizeram um protesto à Corte de Apelação da FIA e o caso será julgado em 14 de abril.

Apesar da boa lembrança, Brawn trata de manter a cautela para esta temporada. "Agora nós temos um longo caminho para seguir e eu penso que as pessoas vão melhorar rapidamente seus carros neste ano. Temos de melhorar para Barcelona (quinta prova do ano) e mais dois ou três passos durante o ano", avaliou o chefão da líder da temporada.

Nos três anos em que esteve na F-1, a Honda nem de longe teve o sucesso que a Brawn GP vem apresentando. Em 2006, a equipe mostrou um bom desempenho, sendo quarta colocada (com 86 pontos), mas caiu bruscamente de rendimento nos dois seguintes, sendo oitava em 2007 (com 6 pontos) e nona em 2008 (com 14 pontos).

"Eu sou um lutador", garante Lewis Hamilton



Lewis Hamilton, atual campeão mundial de Fórmula 1, já deixou claro que suas chances no GP da Malásia são pequenas. O piloto afirmou que o carro da McLaren ainda não está competitivo. A prova, 2ª da temporada 2009, acontece no próximo domingo (5/4).

Hamilton, por outro lado, não pretende desistir dos desafios (maiores) que esse Mundial apresentará. "Sou um lutador. Nunca desisti em qualquer estágio da minha carreira no automobilismo. Seja dentro ou fora das pistas", falou o inglês.

"Foi assim no último final de semana. Briguei feito um louco em cada uma das voltas e conquistei um resultado fantástico para mim e para a equipe", explicou o piloto.

Para a etapa de Sepang, Hamilton diz que o modelo MP4/24 da McLaren ainda não terá um bom nível de competitividade. Mas acredita na volta por cima da escuderia. "Claro, não esquecemos como vencer", falou o campeão do mundo.
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